sexta-feira, 27 de maio de 2011

O que me mata é sempre essa espera



O que me mata é sempre essa espera. A espera do que nunca vai chegar, a espera do que já chegou e já foi embora. A espera do que nem eu sei o que esperar.
 
E esperar dói. Requer paciência e auto controle. E você sabe, controle nunca foi o meu forte. Ontem a noite eu esperei por você. Eu esperei o telefone tocar, eu esperei o celular vibrar ou até quem sabe a campainha gritar e eu iria abrir a porta sem acreditar que você estaria lá, ou fingiria não reconhecer sua voz. Talvez eu até deixasse o telefone tocar 8 vezes antes de atender, mas atenderia esperando que você ainda estivesse do outro lado da linha, e se você não estivesse, eu rezaria a todos os santos para aquele telefone tocar novamente. Mas você não ligou. Você não escreveu, você não me procurou. Mas mesmo assim, eu esperei.
 
O dia já acabou e eu continuo esperando. E acho que continuaria esperando ao lado desse telefone até não lembrar mais quem é você. Mas eu não teria tanta sorte assim.
 
Enquanto eu esperava, eu lembrei de todas as vezes em que te esperei. E a quem eu estou querendo enganar? Todas as minhas pequenas esperas são uma só. A minha constante espera por você. E eu te espero nos momentos mais aleatórios da minha vida. Te espero enquanto levo meu cachorro pra passear. Te espero enquanto lavo a louça do jantar. Te espero enquanto pinto a unha da sua cor favorita. Te espero enquanto lembro de você com qualquer coisa que nunca teria ligação alguma a você. Te espero em todas as músicas que escuto, em todas as pessoas que conheço em tudo o que faço e você não está junto. Eu te espero sem querer esperar. Eu te espero sem conseguir não esperar.
 
O grande problema da espera não está em esperar. Eu poderia te esperar em pé até as pernas cansarem, e então eu sentaria e te esperaria mais, e se não fosse o suficiente, eu deitaria para continuar te esperando. O problema da espera é esperar por alguém que nunca chegará. E você nunca chegará.


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